Gabriel Claudino

HTML e CSS puro. Porque nem tudo precisa virar uma stack.


Introdução

Olá, caso o senhor ou a senhora tenha chegado até aqui na expectativa de encontrar uma página web de portfólio super linda, cheia de firulas, coisas piscando e rebolando, desculpa te decepcionar, mas, como você já deve ter notado, não será isso que você encontrará por aqui.

A finalidade dessa página não é simplesmente expor coisas como “Quem é Gabriel Claudino? O que ele sabe fazer? Que projetos ele já fez? Como entro em contato?”. Isso é muito tedioso, impessoal e não diz absolutamente nada de quem eu sou.

Que tal pôr um pouco da minha personalidade numa página web que leva o meu nome? Porque se você tem (ou pelo menos tinha antes de ver esse site) a intenção de me contratar, o meu lado humano e cheio de falhas também está incluso no pacote do engenheiro e dev. Então, surge essa proposta à qual você está sendo apresentado: o tal do portfólio-manifesto.


Sobre mim

Nascido e criado em Salvador, Bahia, é nessa cidade maravilhosa que me encontro. Eu, minha família, meus amigos e meus lugares favoritos.

Sou apaixonado pelo verão. É onde se concentram os melhores arcos da minha vida: cores com alta saturação, calor, praia, orla, vida noturna... Sou um grande entusiasta da vida noturna. E me sinto limitado com a insegurança que vivo em Salvador. Poder andar despreocupado na rua é algo que gostaria de desfrutar um dia.

Em Salvador também é onde a minha faculdade reside, faculdade essa em que ingressei em 2021 e que me segurou até 2026, essa fofa. Nesse meio tempo, virou universidade e as porras, graças a mim, é claro.

Ao sair do ensino médio, eu não sabia nem o que eu ia fazer da vida, mas a vida não estava ligando muito para isso. Então, por eliminação, Engenharia de Computação foi eleita como a minha graduação.

Ah! Antes que eu me esqueça, eu amo tecnologia, amo resolver problemas reais, amo estudar e aprender coisas novas, amo criar soluções que conectam pessoas e amo me sentir útil. Minha maior realização será quando eu for CLT. E nem é totalmente brincadeira, principalmente agora que PJ é vendido como o lifestyle ideal.


Habilidades

Aqui vai uma lista dos meus superpoderes. Coisas que espero que tenham valor para você. Porque, para mim, elas têm. Esses foram alguns dos meus maiores aprendizados na universidade. Não foram coisas como “Python”, mas sim “Linguagem de Programação”. Ferramenta, por si só, pouco importa se eu não souber pensar no que estou fazendo. Código a IA já faz. Ou pelo menos finge muito bem.

Mas, se o senhor ou a senhora fazem tanta questão assim das palavrinhas-chave, aqui vai uma lista de termos técnicos que ninguém da minha família entende e que minha avó, coitada, acha que eu estou xingando ela: HTML, CSS, JavaScript, TypeScript, React, Vite, Tailwind CSS, Python, FastAPI, MySQL, SQL, SQLite, PostgreSQL, Azure, AWS, EC2, Oracle Database, SQL Server, Modelagem de Dados, Trigger, Stored Procedure, Commit, Rollback, Schema, Query, ACID, ORM, SQLAlchemy, Git, GitHub, Docker, Docker Compose, JWT, C, C#, Java, Spring Boot, REST API, JSON, Linux, Bash, Node.js, Pydantic, Alembic, Uvicorn, HTTP, HTTPS, OSI, Ngrok, Design Patterns, VPS, SSH Key e outras coisas que provavelmente parecem mais impressionantes quando escritas em inglês.


Projetos

CarBill (2023)

O meu primeiro projeto relevante. O projeto que carreguei comigo em muitas entrevistas de emprego e carrego hoje comigo no coração. Foi a primeira vez que identifiquei um problema real e tentei solucionar com tecnologia. E todo o processo envolveu pessoas que foram e são muito importantes na minha formação como pessoa e acadêmica.

Meu amigo de faculdade, Arthur, pedia uma contribuição no custo da gasolina para levar e trazer da faculdade eu e outros amigos. Mas ele não cobrava um valor fixo, só cobrava quando um amigo fazia uso do carro. Então, ele se viu tendo que administrar quem foi e não voltou, quem voltou, mas não foi, quem foi e voltou, quais dias, quantas vezes... enfim, uma série de informações. Então eu pensei: por que não tentar aliviar essa dor usando Java?

Foi então que eu implementei os conhecimentos que estava adquirindo na minha matéria favorita, Desenvolvimento de Aplicativos Móveis, para fazer esse aplicativo mobile.

Foi um processo muito prazeroso de ser realizado. Não havia inteligência artificial, pelo menos eu ainda não usava, então eu quebrei muito a cabeça e recorri ao meu professor para tirar dúvidas. Trocamos muitos e-mails na época. Nem tudo tinha no YouTube e no Stack Overflow, então, em certos momentos, precisei inventar a roda, principalmente porque ainda não havia nenhuma preocupação com camadas, responsabilidades ou arquitetura. Era tudo no feeling.

E então nasce o meu primeiro projeto pessoal relevante, o CarBill. E, depois dele, tantos outros aplicativos mobile nasceram. Uns consumiam APIs , o que era muito legal; na época, era inédito esse conceito. Depois, outros já consumiam APIs e também tinham um banco de dados local e, depois, remoto com Firebase. Enfim, foi um arco muito legal.

Fique a seguir com uma imagem das telas do aplicativo.

Screenshot do CarBill


Automações e scripts em Python (2024 - 2025)

Para o orgulho de todos, consegui o meu primeiro estágio. Nele, eu produzia basicamente duas coisas: bots para realizar monitoramento no banco de dados e scripts que realizavam web scraping. E foi isso por mais de um ano. Usei bastante Python nesse processo; ele era a única ferramenta utilizada para se fazer tudo. Também pratiquei bastante consultas SQL.


Portal de Projetos da Trilha Técnico-Gestor (2025 - 2026)

O Portal de Projetos da Trilha Técnico-Gestor foi um dos projetos que mais me desenvolveu profissionalmente durante a graduação. Antes de virar TCC, esse título bonito, sério e com cara de banca avaliadora, ele nasceu em uma matéria curricular obrigatória, dessas que envolvem prospecção de clientes, entendimento de demanda, aceite de projeto, reuniões recorrentes e a descoberta inevitável de que desenvolver software para uma pessoa real é bem diferente de desenvolver software para agradar o próprio ego.

O Portal de Projetos da Trilha Técnico-Gestor não começou como TCC. Antes de virar esse título bonito, sério e com cara de banca avaliadora, ele nasceu em uma matéria curricular obrigatória, dessas que envolvem prospecção de clientes, entendimento de demanda, aceite de projeto, reuniões recorrentes e a descoberta inevitável de que desenvolver software para uma pessoa real é bem diferente de desenvolver software para agradar o próprio ego. Nesse caso, o cliente era o professor responsável pela Trilha Técnico-Gestor, representando uma demanda da própria universidade, e os usuários finais seriam os alunos do SENAI CIMATEC.

Depois veio o segundo semestre, agora com a responsabilidade de transformar toda aquela documentação em alguma coisa funcionando. Foi aí que começamos a codar de fato e entregamos uma primeira versão do sistema. Nos primeiros seis meses, eu atuei como membro da equipe. No semestre seguinte, assumi o papel de liderança, experiência que foi muito importante para mim, porque me colocou em uma posição diferente: não era só fazer a minha parte, era ajudar a puxar o projeto, organizar decisões e lidar com o peso de tentar fazer a coisa andar.

A Trilha Técnico-Gestor possuí uma dinâmica complexa de acompanhamento dos projetos acadêmicos, envolvendo alunos, equipes, orientadores, encontros, frequências, notas, feedbacks e uma quantidade respeitável de informações espalhadas. Muita coisa importante dependia de controle manual, planilhas, comunicação descentralizada e da boa vontade de seres humanos cansados. Ou seja: o cenário perfeito para alguém olhar e pensar “isso aqui dava um sistema”.

Quando a disciplina acabou, eu aceitei continuar o desafio como Trabalho de Conclusão de Curso. Agora, não mais como um projeto tocado por uma equipe inteira, mas como uma continuação mais pessoal, junto com mais um amigo da equipe que também topou seguir nessa maluquice. Eu fiquei responsável pelo backend e ele pelo frontend. Bonito na teoria. Na prática, era a gente tentando manter vivo um projeto que já tinha história, documentação, cliente, regras, expectativas e bugs herdados, como todo sistema de respeito.

Foi assim que a proposta ganhou forma: desenvolver uma plataforma web para centralizar a gestão dos projetos da Trilha Técnico-Gestor. O sistema foi pensado para reunir, em um só lugar, informações sobre alunos, projetos, equipes, encontros, presença, avaliações e feedbacks, facilitando tanto o acompanhamento dos alunos quanto o trabalho administrativo do orientador de gestão.

Tecnicamente, esse projeto foi um dos mais completos que desenvolvi até aqui. No backend, usei Python com FastAPI, MySQL, SQLAlchemy, autenticação com JWT e controle de acesso por perfil. No frontend, trabalhamos com React, Vite e Tailwind CSS. Também usamos Docker para organizar a aplicação e deixar aquela sensação bonita de que tudo está minimamente empacotado.

Mais do que um sistema, esse projeto foi um exercício de transformar uma dor institucional em uma solução concreta. Não era só fazer tela bonita, botão redondo e cadastro funcionando. Era entender regra de negócio, fluxo de usuário, responsabilidade de cada perfil, necessidade administrativa e, principalmente, criar algo que fizesse sentido para quem realmente vive aquele processo.

No fim, o objetivo foi atingido: centralizar informações, centralizar o acompanhamento dos projetos e reduzir a sobrecarga administrativa. Bonito, né? Quase parece frase de conclusão de TCC. E foi mesmo.

Screenshot do Portal de Projetos


Message in a Bottle (2025 - 2026)

O Message in a Bottle foi o primeiro projeto pessoal fullstack que eu tive coragem de colocar no mundo de verdade. Não só no GitHub, esse cemitério de boas intenções, mas na internet mesmo, com domínio, servidor, banco de dados, HTTPS, usuário real, bug real e humilhação real.

A ideia nasceu de uma homenagem à música Message in a Bottle, do The Police. A premissa era simples e poética: você é um náufrago em uma ilha digital. Uma vez por dia, pode escrever uma carta, colocar dentro de uma garrafa e lançar ao mar. Em troca, a maré traz uma garrafa escrita por outra pessoa desconhecida. Um pequeno exercício de anonimato, desabafo, curiosidade e empatia. Ou, em termos menos bonitos, um jeito mais dramático de fazer desconhecidos trocarem textos pela internet.

Tecnicamente, foi um projeto muito importante para mim. Nele eu precisei juntar backend, frontend, banco de dados e infraestrutura, fingindo plena consciência do que estava fazendo. Usei Python, FastAPI, React, Docker, banco de dados, Nginx, domínio próprio, HTTPS com Certbot e cronjobs para fazer a tal da maré funcionar automaticamente. Pela primeira vez, eu não estava apenas fazendo uma telinha ou uma API isolada. Eu estava tentando fazer um sistema inteiro respirar fora da minha máquina.

Foi também o projeto que me fez fazer a minha primeira publicação no LinkedIn. Compartilhei com a minha rede esse projeto pessoal fullstack, falei da ideia, da construção, da validação com amigos e da sensação estranhamente gratificante de ver um sistema meu em produção com o famoso cadeadinho de segurança. Um momento lindo, profissional e emocionado. Quase um "olha, mãe, eu subi um negócio na internet".

Depois veio a parte que os vídeos bonitinhos de deploy não costumam mostrar: a cobrança. Aparentemente, a EC2 que eu escolhi não era tão gratuita quanto o meu coração universitário gostaria. Eu, liso, sem um tostão furado, me vi devendo em dólar para um tal de Jeff Bezos. A sorte foi que meu cartão já tinha vencido e a cobrança não passou. Depois disso, comecei uma pequena jornada de sobrevivência em busca de infraestrutura gratuita, dividindo o projeto entre Vercel, para o frontend, e uma VPS humilde da Oracle, para o backend e o banco.

No meio desse caos, aprendi mais do que esperava. Foi porta que não abria, Docker brigando com rede, Nginx fingindo que estava certo, API respondendo no servidor mas não no domínio, erro sem sentido e aquela dúvida clássica: o problema sou eu, a cloud ou o universo? No fim, os erros foram só pistas espalhadas pelo caminho. E, aos poucos, eu fui entendendo como domínio, servidor, backend, frontend, banco, segurança e deploy conversam entre si. Às vezes conversam gritando, mas conversam.

Algumas publicações dessa novela estão no LinkedIn: a primeira apresentação do projeto e a pequena história de superação contra a cobrança em dólar. Segue também, abaixo, uma captura de tela da página inicial do site www.messageinabottle.com.br, que é o domínio do projeto.

Screenshot do Message in a Bottle


Experiência

Estagiário em Desenvolvimento de Software — SENAI CIMATEC (2026 - atualmente)

Atualmente, atuo no setor de Sistemas Especialistas do SENAI CIMATEC, em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Na prática, isso significa apoiar o desenvolvimento de sites institucionais, soluções tecnológicas, documentação de arquiteturas e outras demandas que aparecem no caminho com aquele ar sereno de “é só uma coisinha rápida”.

Essa experiência tem sido importante para me aproximar de projetos reais, equipes de desenvolvimento, organização técnica e demandas institucionais. É aquele tipo de ambiente em que você percebe que software não é só código: também é reunião, documentação, alinhamento, ferramenta, contexto, gente e, vez ou outra, aceitar que nem tudo se resolve com um `if`.

Estagiário de Desenvolvimento — Freire, Gerbasi, Bittencourt e Macêdo Advogados (2024 - 2025)

Foi o meu primeiro estágio, para o orgulho de todos e alívio temporário da pergunta “e aí, já está trabalhando?”. Atuei principalmente com automações em Python, refatoração de código, criação e alimentação de bancos de dados, monitoramento de sistemas internos e desenvolvimento de soluções para apoiar processos da empresa.

Na maior parte do tempo, eu desenvolvia bots para monitorar o sistema principal da empresa e scripts de web scraping. Também trabalhei com consultas SQL, dashboards, análise de indicadores e mapeamento de processos internos. Em resumo: eu tentava convencer o computador a fazer tarefas repetitivas no lugar de pessoas cansadas. Uma missão nobre, se me permite dizer.


Escolaridade

Engenharia de Computação — Universidade SENAI CIMATEC (2021 - 2026)

Minha graduação, minha saga, meu arco principal. Entrei em 2021 sem saber muito bem onde estva me metendo, mas deu tudo certo. Entre códigos, relatórios, projetos, provas, apresentações e pequenas crises acadêmicas, fui sendo moldado pela Engenharia de Computação.

Foi nesse período que tive contato com áreas como programação, banco de dados, engenharia de software, sistemas operacionais, arquitetura de computadores, inteligência computacional, visão computacional, sistemas distribuídos e outras matérias que parecem nomes de chefões de fase.

Inglês — ACBEU (2022 - 2023)

Também estudei inglês na ACBEU, porque, infelizmente, boa parte da tecnologia decidiu se comunicar nesse idioma. Foi útil para ler documentação e entender mensagens de erro.


Idiomas


Contato

Quer trocar uma ideia, falar sobre projetos ou simplesmente reclamar de sites que carregam 12 MB para mostrar três parágrafos?